domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo


(Sophia de Mello Breyner Andresen)

sábado, 24 de abril de 2010

A Vida Portuguesa

Pois é, tenho andado completamente desaparecida da blogosfera, a verdade é que ando ocupada com outras escritas. Estou a frequentar um curso de escrita de argumentos para cinema e a minha "curta-metragem" tem-me ocupado muito tempo...
Quero aproveitar para falar sobre uma das minhas últimas descobertas: "A VIDA PORTUGUESA". Já tinha ouvido falar na loja e no seu conceito há algum tempo, e num dos meus últimos passeios pelo Chiado encontrei-a e não resisti a entrar... Nesse momento fui transportada para outro tempo, outra vida, outro século...
A loja está repleta de produtos exclusivamente portugueses, marcas que cairam no esquecimento, mas que foram um grande sucesso na sua época. Alguns deles apenas reconheci por já ter ouvido falar, pelos pais, tios, avós, outros porque atravessaram gerações e também posso dizer "isso é do meu tempo!".
Fiquei encantada com a disposição dos produtos e com a decoração, muito apropriada, da loja, e antes de sair não resisti a comprar uma andorinha, recriação das originais de Bordalo Pinheiro, e um chapeuzinho de chuva de chocolate Regina, que estava delicioso.
Saí com vontade de voltar, de recordar, de regressar à minha infância...

Se quiserem conhecer melhor o conceito e aproveitar para ler o manifesto visitem a página http://www.avidaportuguesa.com/

segunda-feira, 1 de março de 2010

Korda - GUERRILLERO HEROICO

Alberto Diaz Gutierrez, nasceu em Havana a 14 de Setembro de 1928, ficou conhecido como Alberto Korda e aos trinta anos tornou-se o fotógrafo oficial de Fidel e da Revolução Cubana. Foi ele o autor da fotografia mais famosa e que correu mundo de outro herói da Revolução, Che Guevara. A fotografia foi tirada a 5 de Março de 1960.

Após ter visto a exposição “Conhecido Desconhecido”, patente na Galeria Torreão Nascente – Edifico da Cordoaria Nacional percebi que Korda não é só a Revolução, é mar, é povo, é moda, é mulher… Adorei a forma como ele captava a beleza (às vezes disfarçada) das imagens, como ele comunicava através da fotografia.

“só podemos ver com o coração, o essencial é invisível aos olhos”

"Korda tinha 30 anos a 8 de Janeiro de 1959, a mesma idade da maioria dos líderes rebeldes, mas não tinha barba. Deixou-a crescer pouco depois e cultivou-a até à morte. Para alguns, foi um acto perfeitamente coerente com a sua personalidade: a barba ficava-lhe bem... e ele sabia-o."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010